A Firewire apresenta a Groove 2026 como a shortboard de maior performance já desenhada por Rob Machado. Ela mantém largura e espessura na frente para ajudar na remada, mas afina a rabeta squash e usa mais rocker do que os shapes mais soltos do surfista. O resultado é uma prancha para quem quer chegar mais vertical ao lip, encaixar curvas curtas no pocket e ainda carregar velocidade quando a seção perde força.
Ela faz mais sentido para surfistas intermediários e avançados que procuram uma prancha de uso frequente com resposta de performance. Não é um groveler. Também não tenta substituir uma prancha feita só para onda grande e oca. O encaixe aparece em ondas médias com energia para trabalhar o pocket. A Firewire Groove no catálogo brasileiro é o ponto de partida para conferir medidas e falar com a Water Sports Brazil sobre disponibilidade.
Esta review não é um teste próprio na água. A análise cruza a ficha técnica da marca, a pesquisa de PDP e relatos reais já identificados, sem inventar nota. A página da Groove não tinha avaliação agregada pública no levantamento, então as impressões abaixo são tratadas pelo nome de quem testou, e não como consenso de compradores.
O que dizem as reviews reais da Firewire Groove?
As reviews apontam duas qualidades que aparecem juntas: velocidade fácil e controle para usar essa velocidade no pocket. Mike Raven, surf coach e reviewer, descreveu uma prancha que acelera na descida e continua fluida na troca de borda. Noel Salas chamou atenção para o raio de curva mais curto, uma diferença importante para quem associa os shapes de Rob Machado a linhas mais abertas. Os relatos cobrem surfistas e tamanhos diferentes, por isso ajudam a entender o comportamento, mas não substituem a escolha correta de volume.
“Essa prancha voa na descida da onda. Tem um feel suave e fluido nas viradas.”
Mike Raven
Raven também observou que a Groove mantém velocidade em seção fraca. Isso não faz dela uma maroleira. A frente mais cheia preserva remada e perdão, enquanto rocker e rabeta puxada pedem uma onda com alguma energia para entregar manobra vertical. A crítica prática aparece justamente aí: quem surfa quase sempre onda mole pode carregar mais rocker do que precisa.
“Ela deixa você desenhar linhas mais apertadas no pocket, vindo de uma prancha do Rob Machado.”
Noel Salas, em review publicada pela Firewire
Rob Machado resume o projeto como um equilíbrio entre velocidade e controle. Na fala dele, a Groove existe para controlar a velocidade que uma onda boa já oferece. Esse ponto separa a prancha de modelos voltados a criar velocidade no mar fraco: aqui, o outline e o rocker organizam a curva quando a onda começa a empurrar de verdade.
Pra quem é a Firewire Groove 2026?
A Groove encaixa no quiver do surfista intermediário a avançado que quer uma shortboard responsiva sem abrir mão de alguma ajuda na remada. O volume à frente, com mais largura e espessura sob o peito, dá margem ao entrar na onda, enquanto a rabeta squash estreita e o rocker acentuado mudam a resposta da metade para trás. É uma combinação útil para quem já conduz a prancha pelo rail e quer chegar mais reto na base, atacar o lip ou reduzir o raio da curva.
Ela tende a funcionar para você se:
- sua shortboard atual surfa bem, mas cobra demais na remada;
- você quer uma prancha frequente para ondas médias que oferecem seção para trabalhar;
- seu surf pede controle de velocidade, curva curta e resposta no pocket;
- você gosta do flow de Rob Machado, porém quer o modelo que a marca posiciona como o mais performático da linha dele.
O encaixe é menor se o seu mar é quase sempre fraco e sem parede. Dentro do catálogo Firewire, shapes voltados a onda pequena cumprem melhor esse papel. Se a prioridade for uma shortboard ainda mais direta para onda boa, a linha de performance da marca oferece outras leituras. A Groove fica no meio: ajuda na remada sem abandonar a curva curta.
Em quais ondas a Groove funciona melhor?
A faixa indicada na pesquisa vai de ondas na cintura a um pouco acima da cabeça. A Groove consegue atravessar uma seção fraca sem morrer, segundo o relato de Mike Raven, mas o shape fica mais interessante quando a onda entrega pressão. Nessa condição, o surfista usa o tail rocker para permanecer perto do pocket e o nose rocker mais alto para descer de uma batida no lip com menos risco de enterrar o bico.
É uma everyday board no sentido de cobrir muitos dias surfáveis para quem já procura performance. Não serve para tudo. Em onda muito mole, o rocker acrescenta curva à linha d’água e exige trabalho; num mar maior, com parede oca e peso, um shape específico para essa condição costuma dar outra margem de segurança e controle. A Groove ocupa o meio, com bastante uso real, desde que o pico tenha alguma parede.
Qual tamanho de Firewire Groove escolher?
Use seu volume habitual. Um surfista avançado, com boa remada e frequência na água, pode ficar perto da shortboard atual; já o intermediário que valoriza entrada na onda e estabilidade pode subir um passo na grade. Exagerar nos litros reduz a resposta da rabeta e tira justamente o comportamento que diferencia a Groove. Comprimento isolado engana porque largura e espessura também mudam.
| Tamanho | Volume |
|---|---|
| 5’4 | 25,8 L |
| 5’6 | 27,7 L |
| 5’7 | 29,2 L |
| 5’8 | 31,1 L |
| 5’9 | 32,5 L |
| 5’10 | 34,0 L |
| 5’11 | 35,6 L |
| 6’0 | 37,2 L |
| 6’1 | 38,8 L |
| 6’2 | 40,5 L |
| 6’4 | 43,4 L |
A grade acima é a oficial, mas o estoque muda e o catálogo brasileiro pode trazer apenas parte das medidas. Por isso, a escolha cruza o volume com seu peso, nível, prancha atual e condição mais comum antes de confirmar uma unidade.
É melhor usar a Groove de thruster ou quad?
A Groove tem cinco caixas, então permite testar o mesmo shape com respostas diferentes. O thruster é o ponto de partida mais coerente com a proposta: oferece drive, previsibilidade na cavada e apoio para atacar o lip. Na ficha do produto, a Firewire recomenda o Machado Groove Fin Set e também incentiva a experiência com o quad. Essa montagem tende a liberar velocidade e mudar a saída de curva. Raven relatou preferência pessoal pelo quad, um gosto de setup, não uma regra do modelo.
Comece pelo conjunto que você já conhece. Se o seu surf depende de apoio na quilha central e manobra vertical, use thruster. Se procura mais velocidade de linha e soltura, teste o quad no mesmo mar antes de tirar conclusão. A construção Helium também entra na sensação sob os pés, com núcleo leve e laminação em fibra de vidro segundo a ficha oficial.
A Groove vale a escolha como prancha de uso frequente?
Vale para quem reconhece a condição que ela pede. A Groove reúne remada mais amigável na frente e uma rabeta feita para performance, numa grade ampla de volume. As reviews reais sustentam velocidade e fluidez nas curvas apertadas do pocket. A ressalva também é concreta: o shape precisa de algum push e não entrega o mesmo rendimento de uma prancha dedicada à onda mole.
Na dúvida entre dois tamanhos, abra a PDP da Firewire Groove e envie para a equipe seu peso, altura, nível, prancha atual e o pico onde você mais surfa. A Water Sports Brazil é distribuidora e importadora oficial da Firewire no país e confirma a medida disponível, prazo, nota fiscal e garantia antes do pedido.